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Ninguém sabe quem escreveu ou redigiu a Bíblia.
Os homens que preservaram a Sagrada Escritura e a deram ao mundo na sua
forma hodierna foram escritores apaixonados pelo anonimato, a ponto de
os letrados, ao discutirem sobre que livros incluir na terceira e última
parte da Bíblia, terem-no adotado como um dos critérios. Exceto os profetas,
nenhum dos autores era conhecido.
A redação final da Bíblia, tal como a compilação
original da sua sabedoria, foi também fruto de um esforço conjunto.
Séculos de estudo e discussão por parte dos maiores eruditos
consumiram-se nessa tarefa.
A Bíblia judaica se compõe de três partes distintas,
redigidas em diferentes épocas.
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A Torá ou
Pentateuco, isto é, os Cinco Livros de Moisés, foram compilados,
pela primeira vez, nos anos subseqüentes a 621 A.C.
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Os dos Profetas
foram organizados em sua forma final por volta do ano 200 A.C.
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Esta seção contém os livros históricos:
Josué, os Juízes, Samuel e os Reis; os Profetas Maiores: Isaías,
Jeremias e Ezequiel; e os doze profetas menores, inclusive Oséias,
Amós, Jonas e Miquéias.
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Os chamados
Escritos Sagrados, que constituem a terceira parte da Bíblia,
foram os que mais dificuldades ofereceram a um acordo dos doutos e
mais tempo exigiram para serem compilados. Houve muitas controvérsias
a respeito dos livros que deveriam ser mantidos e dos que deveriam
ser eliminados. Não havia dúvidas quanto aos Salmos, Provérbios, Jó
e outros livros menores. Numerosos rabis indagaram, porém, se o
“Cântico dos Cânticos”, cuja poesia obviamente retratava um episódio
de amor profano, caberia na Sagrada Escritura. Outros argumentaram
a favor da inclusão dos chamados livros “Apócrifos”, finalmente
omitidos da Bíblia Judaica, mas posteriormente introduzidos no
texto católico romano.
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Quando a última parte da Bíblia ficou afinal
concluída, continha - e contém até hoje - os Salmos, Provérbios e Jó;
as cinco Meguilot ou rolos (o Cântico dos Cânticos, Ruth,
Lamentações, Eclesiastes e Ester); Daniel, Ezra, Nehemias e os dois
livros de Crônicas. Nada do que se escreveu depois da época de Ezra
(séc. V A.C.) foi considerado parte da Bíblia.
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Tanto quanto se sabe, foi por volta de 90 D.C.
que pela primeira vez os vinte e quatro livros da Bíblia judaica foram
mencionados como um todo.
Os escritos sagrados da cristandade foram
incorporados em obras que os cristãos denominaram de Novo Testamento,
em oposição aos 24 livros a que chamaram de Antigo Testamento.
Quem leu ambas as versões, judaica e católica,
notará que a ordem dos livros é um tanto diferente no Antigo Testamento
cristão e na Bíblia judaica. Todavia, exceto os livros adicionais
incluídos nas edições católicas, os dois textos são substancialmente
idênticos.
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