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A lei que manda procedermos corretamente
para com o próximo é o ponto de partida de todos os ensinamentos
judaicos. Não possui o Judaísmo uma complexa filosofia da
justiça. Ao contrário de Platão e Aristóteles, os pensadores
judeus pouco se esforçaram por desenvolver uma filosofia
democrática sistematizada. De fato, não exite uma palavra
hebraica para significar democracia, e para designar a noção
esse mesmo termo é tomado de empréstimo aos gregos. Mas o
credo social, segundo o qual os judeus têm vivido durante
séculos, está de acordo com as mais elevadas tradições da
democracia.
São básicos do Judaísmo os seguintes
princípios também básicos da democracia:
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Deus não faz distinção entre os homens baseado em credos,
cor ou condição social; todos os homens são iguais a Seus
olhos(5).
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Todo homem é o guarda de seu irmão - temos
responsabilidade pelas faltas de nosso semelhante tanto
quanto pelas suas necessidades.
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Sendo feitos à imagem de Deus, todos os homens dispõe de
infinitas possibilidades para o bem; por conseguinte, o
papel da sociedade é evocar o que de melhor existe em
cada pessoa.
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A liberdade deve ser apreciada acima de todas as coisas;
logo as primeiras palavras dos Dez
Mandamentos(6)
descreveram Deus como o Grande Libertador.
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O tema da liberdade e da igualdade
perpassa constantemente através da história trimilenar do
povo judeu. O travo freqüente da injustiça, enquanto ele
vagueava de país em país, reforçou uma tradição já enraigada
na sua fé.
O profeta Jeremias exortou seus
seguidores a procurarem a prosperidade da terra em que
habitavam. E os judeus sempre sentiram a obrigação de
participar plenamente da vida da comunidade.
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