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O divórcio sempre foi raro na comunidade judaica.
Todavia, quando as divergências entre marido e mulher são tão irreconciliáveis
que tornem intolerável a vida em comum, o Judaísmo permite o divórcio, sem
reservas. Um lar cheio de amor, dizem-nos os nossos mestres, é um santuário;
um lar sem amor é um sacrilégio.
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Na tradição judaica se considera maior mal para
os jovens serem criados num lar sem paz e respeito mútuo do que terem de
encarar o divórcio dos pais. Quando duas pessoas não podem encontrar uma
base comum para prosseguir em seu casamento, a despeito de reiterados e
autênticos esforços, o Judaísmo sanciona e aprova-lhes o divórcio.
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