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Toda véspera de sábado, a família praticante recita
o último(7) capítulo
dos Provérbios, como tributo à esposa e à mãe, ideais do Judaísmo.
As virtudes exaltadas naqueles vinte e dois versos
resumem os dotes de uma perfeita esposa: um ser humano reverente, eficiente,
compreensivo, de um otimismo alegre, de coração aberto para socorrer os
necessitados que lhe batem à porta e, acima de tudo, a pessoa sobre quem
toda a família pode apoiar-se.
Desde o bíblico livro Provérbios até as
modernas baladas populares judaicas, a esposa e a mãe têm sido descritas
como a encarnação da terna dedicação, do altruísmo e da fidelidade à
própria crença. A mãe impõe o tom espiritual à vida familiar, é a principal
responsável pelo desenvolvimento do caráter dos filhos e mantém a família
unida em face da adversidade.
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A tradição judaica impõe poucas obrigações rituais
à mulher na vida da sinagoga, mas atribui-lhe responsabilidade total em
relação à atmosfera de piedade do lar e à preservação dos ideais judaicos.
Ela reúne os filhos em torno de si na véspera do sábado para ouvirem-na
pronunciar a bênção das velas, prepara a casa para cada festa e para os
Grandes Dias Santos e cria um ambiente de jubilosa expectativa.
Nas velhas comunidades judaicas, a educação das
crianças até a idade de seis anos cabia às mulheres, a fim de que, naquele
período impressionável, pudessem ensinar a seus pequerruchos os valores
eternos. Mais importante, porém, era o tradicional papel de conselheiro
da família inteira, desempenhado pela esposa e pela mãe. Diz o Talmud:
“Não importa a pequena estatura de tua mulher, inclina-te e pede-lhe
conselho”.
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