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Um dos traços mais característicos do Judaísmo
consiste na sua grande variedade de ritos e cerimônias tradicionais que
se relacionam com todas as circunstâncias da vida, desde o berço até o
túmulo. A religião judaica está repleta de símbolos de toda espécie.
E apesar de alguns poucos terem surgido em séculos recentes, a maioria
tem origens muito antigas.
Quando os pais levam o filho à sinagoga para o
Bar-Mitzvá, reina profunda comoção entre os fiéis, alegres por
contemplarem um rapazinho passar para a idade adulta, enquanto os pais
se orgulham por verem o filho assumir um papel na vida da sinagoga e
compenetrar-se das primeiras responsabilidades da maioridade.
O cerimonial do Bar Mitzvá sublima todas essas emoções.
Dizer que tais cerimônias são supérfluas é
pretender que as palavras podem bastar-se sem música. Podem, é claro.
Mas a música freqüentemente acrescenta-lhes uma nuança que marca a
diferença entre fortuito e significativo, entre trivial e solene.
Destarte, os ritos e os símbolos amiúde emprestam poesia à vida e
tornam-na digna de ser vivida.
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A palavra hebraica que significa santo,
é “Kadosh” e é encontrada sob diversas formas através de
todo o ritual judaico:
Aos sábados e nas festas o judeu recita o Kidush,
a Santificação do vinho. As palavras e a bênção em si não têm
tanto sentido quanto a própria cerimônia. O pai toma nas mãos
a taça de prata e declama as palavras em voz alta; a mãe e os
filhos ouvem atentamente e respondem com um “Amém” conclusivo.
É um ato simples e no entanto espelha toda a beleza e a serenidade
que o sábado representa.
O ritual da Devoção Silenciosa, recitada três vezes por dia,
contém uma prece chamada Kedushá, na qual o oficiante
repete as palavras do profeta: “Santo, santo, santo é o Senhor
dos exércitos, o mundo inteiro está cheio de sua glória”.
E, ao fim da vida, há outra forma de santificação,
o Kadish - no qual a pessoa que perdeu um ente querido
afirma, apesar de toda a sua aflição, que a vida é sagrada e
digna de ser vivida.
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