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A palavra Torá tem dois sentidos na tradição
judaica. No sentido lato, é a Torá o nosso modo de viver, ou,
conforme disse Milton Steinberg, “Toda a vastidão e variedade da tradição
judaica”. É sinônimo de ciência, sabedoria, amor a Deus. Sem ela, a vida
não tem sentido nem valor.
Em senso mais estrito, a Torá é o mais
reverenciado e sagrado objeto do ritual judaico, o belo rôlo manuscrito
dos Cinco Livros de Moisés (a Bíblia, do Gênesis até o
Deuteronômio) que se conserva na Arca da Sinagoga.
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Uma parte da Torá, iniciando-se com o livro
do Gênesis, é lida em voz alta todo sábado durante o culto, logo
a partir dos Grandes Dias Santos, prosseguindo até o fim do ano
judaico, até que tenha sido lida. O fiel mantém-se de pé quando a
Torá é retirada da Arca. Um judeu piedoso beija a
Torá colocando seu xale de orações sobre o pergaminho (assim os dedos
não tocam o rôlo) e erguendo então aos lábios as franjas do xale.
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