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O Talmud
consiste em sessenta e três tratados
de assuntos legais, éticos e históricos, escritos pelos antigos rabis.
Foi publicado no ano de 499 D.C., nas academias religiosas da Babilônia,
onde vivia a maior parte dos judeus daquela época. É uma compilação de
leis e de erudição, e durante séculos foi o mais importante compêndio
das escolas judias. O Judaísmo ortodoxo baseia suas leis geralmente
nas decisões encontradas no Talmud.
Parte considerável dessa obra enciclopédica
só oferece interesse a estudiosos profundos da lei. Mas o Talmud é
muito mais do que uma série de tratados legais. Intercalados nas
discussões dos eruditos há milhares de parábolas, esboços biográficos,
anedotas humorísticas e epigramas que fornecem uma visão íntima da
vida judaica nos dias que antecederam e seguiram de perto a destruição
do Estado judeu. É um reservatório de sabedoria tão valioso hoje
quanto o foi há mil e oitocentos anos.
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Os mesmos sábios rabis que nos deram o
Talmud, compilaram também o Midrash, coleção de
comentários rabínicos sobre os ensinamentos morais da Bíblia,
freqüentemente citados em sermões e na literatura judaica.
Em torno de cada verso das Escrituras, os eruditos
teceram considerações morais, muitas vezes em forma de
parábola. Os rabis estudaram a Bíblia com a convicção
de que toda a verdade estava encerrada em suas páginas,
bastando lê-la para desvendar-lhe o opulento acervo de
sabedoria.
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