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O Sábado(9)
é mais do que uma instituição no Judaísmo. É a instituição da religião judaica.
Seria possível a um historiador escrever duas
histórias dos judeus, cada qual oferecendo pouca semelhança com a outra.
A história exterior, isto é, como se houveram social e politicamente
através dos tempos, numa crônica, um tanto sinistra, de perseguições,
expulsão e dispersão. Mas a história espiritual dos judeus - a força
que conseguiram haurir do seu ambiente - essa é outra história.
De certo modo lograram criar uma vida que lhes deu não apenas
satisfação espiritual e a determinação de continuarem como um
grupo, mas também uma sensação de bem-estar no meio de um mundo
perturbado.
O sábado, sem dúvida, se encontra no âmago
desse mundo íntimo de paz e serenidade. “Mais do que Israel
guarda o sábado - diz o ditado - o sábado guarda Israel”.
Com efeito, a história espiritual judia não passa de uma série de dias
de semana empregados nos preparativos para o sábado.
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O sábado é um período para repouso espiritual,
e para um intervalo na monótona rotina do labor cotidiano. Serve para
recordar que a necessidade de ganhar a vida não nos deve tornar cegos
ante a necessidade de viver.
É também um dia da família, feito para
reminiscências. Os filhos crescidos e casados reunem-se ao
círculo de sua família; avós, pais e a meninada partilham do
sentimento de unidade, enquanto os filhos inclinam as cabeças
e o pai repete a bênção: “Que o Senhor te abençoe e guarde
neste dia de sábado”. É um dia com toda espécie de brilhantes
comemorações: alimentos especiais, pães trançados, vinhos
doces para a bênção, toalha de mesa alva e limpa,
bruxuleantes velas brandas, a melhor louça e prataria,
flores num vaso polido, moços e velhos paramentados
com suas melhores roupas.
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