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É o nome hebraico do Ano Novo. Representa um dos
dois dias santos mais sagrados da fé judaica e dá início aos “Dez Dias
de Penitência” quando “a humanidade se submete a julgamento perante o
trono celestial”. Durante esse período, afirma a tradição, Deus perscruta
os corações dos homens e examina os motivos de seus atos. É também o
período em que os judeus se julgam a si mesmos, comparando seu
procedimento durante o ano findo com as resoluções tomadas e as
esperanças que haviam acalentado.
Na moderna Israel celebra-se o
Rosh-Hashaná somente um único dia;
os ortodoxos continuam a observar dois dias
igualmente santificados, conforme o costume mantido desde o primeiro
século.
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A exemplo de quase todos os demais dias santos
do Judaísmo, as observâncias do Rosh-Hashaná incluem certa
mistura de solenidade e festividade. O Novo Ano é uma época para
reunião da clã, quando tanto os jovens como os anciãos voltam ao
lar. O esplendor de seu ritual cria laços emocionais com o Judaísmo
até nas crianças pequenas demais para compreender e apreciar
plenamente a ética da fé; nos anos seguintes a mente reforça
esses laços do espírito e do coração.
O símbolo mais relevante das práticas do
Rosh-Hashaná é o shofar,
ou chifre de carneiro,
que se faz soar durante o culto do Ano Novo e em cada um dos
dez dias de penitência. Em tempos idos, o shofar era
instrumento de comunicação. Nas colinas da Judéia era possível
alcançar todo o país em poucos momentos por meio de apelos de
shofar, correndo do cume de um monte para outro.
Nos ofícios do Rosh-Hashaná, o shofar é o
chamado para a adoração. Conclama os fiéis a se arrependerem
de suas faltas do ano decorrido; a voltarem a Deus com o
espírito contrito e humilde e a distinguirem entre o trivial
e o importante na vida, de modo que os doze meses seguintes
possam ser mais ricos de serviços a Deus e aos homens.
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