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Hanucá, ou “Festa das Luzes”, é celebrada
em dezembro, por um período de oito dias, e comemora a vitória de Israel
na primeira batalha pela liberdade religiosa de que há memória.
A sua história é a dos Macabeus que, em 168 A.C.,
comandaram um pequeno e inspirado exército de judeus contra o poder
esmagador de seus opressores sírios numa luta de morte pelo direito
de adorar a Deus à própria maneira tradicional. É uma história de
bravura que encheu de justificável orgulho muitas gerações de judeus.
Todavia, a tradição judaica hesitou em transformar um triunfo militar
numa celebração religiosa. Pois embora a Bíblia considerasse justas
algumas guerras, não permitia associar ao culto o derramamento de
sangue humano. Ao rei David, um dos maiores heróis do Judaísmo,
não foi permitido construir o Templo, porque sua vida fôra dedicada
aos feitos guerreiros.
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O simbolismo desta festa é completamente
devotado a referências militares. As velas são acesas durante oito
noites consecutivas por qualquer um dos pais (algumas famílias
permitem às crianças terem a sua vez) numa menorá especialmente
planejada para a Festa das Luzes. Acende-se uma vela na primeira noite,
duas na segunda, e assim por diante até que todas as oito se acendam,
Uma vela adicional, denominada shamash, é acesa ao mesmo tempo,
a fim de ser usada para acender as outras. Em tempos idos sugeriu-se
que a ordem fosse invertida: oito velas acesas na primeira noite,
sete na segunda, etc. Mas os Rabis da Escola de Hilel se apegaram
ao processo que agora se fixou, para refletir a fé de Israel num
futuro mais brilhante.
A vela extra também foi dotada de um
significado especial. A chama se entrega para criar uma chama
adicional sem nada perder do seu próprio fulgor. Assim o homem
dá de seu amor aos seus semelhantes sem nada perder de si.
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