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1. -
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"Um pagão apresentou-se a Shamai e lhe disse: Converter-me-ei ao
judaísmo se me puderes ensinar toda a Torá, a Lei inteira, enquanto
possa me sustentar sobre um só pé. Shamai o expulsou com a vara que
tinha na mão. Quando se apresentou a Hilel com a mesma
pretensão, Hilel o converteu, respondendo ao seu pedido da seguinte
maneira: O que não queres que te faça a ti, não faças a teu
próximo. Eis toda a Lei; todo o resto - é mero comentário.
Vai e estuda."
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Talmud, Shabat, 31a
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2. -
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"Simeão o Justo era um dos últimos membros da Grande Assembléia.
Ele dizia: O mundo permanece graças a três coisas: a Lei,
o Culto e a Caridade".
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Pirquei-Avot I, 2
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3. -
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Existem oito degraus no dever da caridade:
O primeiro e mais baixo degrau é dar, mas com
relutância ou contra a vontade. Esta é a esmola da mão,
não do coração.
O segundo é dar alegremente, mas não
proporcionalmente à necessidade do sofredor.
O terceiro é dar com alegria e em proporção,
mas só depois de solicitado.
O quarto é dar alegremente, em proporção
e sem ser solicitado; pondo, entretanto, a esmola
na mão do pobre e nele provocando, assim, a dolorosa
emoção da vergonha.
O quinto é dar de maneira tal que o necessitado
receba a esmola e saiba quem é o seu benfeitor, sem
ser-lhe conhecido. Assim agiam alguns dos nossos
antepassados, que costumavam amarrar o dinheiro nas
abas trazeiras das roupas, para que os pobres o
pudessem tirar sem serem vistos.
O sexto degrau, ainda mais elevado, é
conhecer os beneficiários da nossa caridade, sem que
eles saibam quem somos. Assim procediam aqueles dos
nossos antepassados que levavam suas dádivas caridosas
para as moradias dos pobres, precavendo-se para que
os seus próprios nomes permanecessem ocultos.
O sétimo é ainda mais louvável, a saber:
distribuir as esmolas de modo tal que nem o
benfeitor saiba quem são os auxiliados, nem estes
o nome do seu benfeitor. Isto faziam os nossos avós
caridosos no Templo. Pois naquele santo edifício existia
um lugar chamado Câmara do Silêncio ou da Inostentação,
onde os bons depositavam secretamente o que seu generoso
coração lhes sugeria e do qual as mais respeitáveis
famílias pobres eram sustentadas, com igual discrição.
Finalmente, o oitavo e mais meritório degrau,
é antecipar a caridade, evitando a pobreza, a saber:
ajudar o irmão empobrecido, seja com um presente
considerável, seja ensinando-lhe uma profissão ou
estabelecendo-o no comércio, para que ele possa
ganhar honestamente a sua vida e não seja forçado
a estender a mão para a caridade. É a isso que a
Escritura se refere, quando diz: "E, quando
teu irmão(*) empobrecer,
e as forças decaírem, então sustentá-lo-ás,
e assim o estrangeiro e o peregrino para que
viva contigo".
Este é o mais alto degrau, - É o cume da
Escada de Ouro da Caridade.
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Adaptado de Iad, Matnot-Aniím,
X, 1-14 de Maimônides.
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(*) "Não está escrito 'o Homem Pobre' -
Diz o Talmud - Mas 'o teu Irmão', para mostrar
que ambos são iguais".
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Dez coisas poderosas foram criadas no mundo:
Uma rocha é poderosa, mas o ferro pode rompê-la.
O ferro é poderoso, mas o fogo pode maleá-lo.
O fogo é poderoso, mas a água pode extingui-lo.
A água é poderosa, mas as nuvens podem levá-la.
As nuvens são poderosas, mas o vento pode dispersá-las.
O vento é poderoso, mas o homem pode suportá-lo.
O homem é poderoso, mas o medo pode degradá-lo.
O medo é poderoso, mas o vinho pode afogá-lo.
O vinho é poderoso, mas o sono pode dissipá-lo.
O sono é poderoso, mas a morte é mais poderosa.
E a Caridade é a mais poderosa entre todas,
pois "A caridade salva da morte".(*)
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Talmud, Baba Batra, 10
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(*) "Tsedacá Tatsil Mimávet" -
em hebraico, o tradicional brado dos recolhedores de esmolas
nos funerais judaicos.
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4. -
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"Cinco discípulos tinha Rabán Iohanan ben Zacai, que eram:
Rabi Eliézer ben Hírcanos,
Rabi Josue ben Hananiá,
Rabi Iose Hacoén,
Rabi Simeão ben Nataniel e
Rabi Elazar ben Arach...
Disse-lhes: saí e vêde, qual é o melhor caminho
que deve seguir o homem?
Rabi Eliézer disse: a benevolência;
Rabi Josué disse: um bom amigo;
Rabi Iose disse: um bom vizinho;
Rabi Simeão disse: a providência;
Rabi Elazar disse: um bom coração.
Disse-lhes: prefiro as palavras de Elazar ben Arach,
uma vez que em suas palavras estão incluídas as vossas".
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Pirquei-Avot II, 10 e 13
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5. -
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Por que criou Deus um só Adão e não muitos de uma vez?
Ele o fez para demonstrar que um homem é um universo inteiro.
Ele também quis ensinar à humanidade que aquele que mata um
ser humano é tão culpado como se tivesse destruído o mundo
inteiro. Igualmente, quem salva a vida de um ser humano
merece tanto quanto mereceria se tivesse salvo toda a
humanidade.
Deus criou um só homem para que alguns homens não se
considerassem superiores a outros e não se orgulhassem de
sua linhagem, assim: - Sou descendente de um Adão mais
distinto que você.
Também o fez para que o pagão não pudesse dizer que,
se muitos homens foram criados ao mesmo tempo, isto
constituía prova decisiva que havia mais de um Deus.
Finalmente, Ele o fez para estabelecer Seu próprio poder
e glória. Quando um cunhador de moedas faz seu trabalho,
ele usa uma só matriz e todas as suas moedas são iguais.
Mas o Rei dos Reis, abençoado seja Seu nome, criou toda
a humanidade no molde de Adão e, ainda assim, nenhum
homem é idêntico a outro. Eis porque cada pessoa deve
respeitar a si mesma e dizer, com dignidade:
- Deus criou o mundo por minha causa. Portanto,
que eu não perca a vida eterna por causa de alguma
vã paixão!
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Talmud, Sanhedrin, 37
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"Deus não repele nenhuma criatura; as portas estão abertas;
entre quem quiser. Todos são iguais perante Deus: as mulheres
como os homens, os servos como os amos, os pobres como
os ricos".
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Midrash Shemot-Rabá 10 21
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"Alimenta-se aos pobres dos estrangeiros como aos de Israel,
visita-se a seus doentes como aos de Israel, enterra-se a
seus mortos como se faz com os de Israel, e aos aflitos
dos estrangeiros se atende da mesma maneira como se faz
com os aflitos de Israel".
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Talmud, Guitin 61a
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6. -
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"Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra
do Egito, da casa da servidão".
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Êxodo 20, 2
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7. -
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"Mulher virtuosa - quem a achará?
O seu valor em muito excede o de jóias finas.
A força e a dignidade são os seus vestidos.
Enganosa é a graça e vã a formosura, mas
a mulher que teme a Deus, essa será louvada".
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Provérbios 31: 10, 25 30
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8. -
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"Eis a minha aliança que guardareis entre mim e vós,
e a tua descendência: todo macho entre vós será
circundado... A minha aliança estará na vossa carne
e será uma aliança perpétua".
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Gênesis 17: 10 e 13
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9. -
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"Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo.
Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,
mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus:
não farás nenhum trabalho, nem teu filho,
nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva,
nem teu animal, nem o forasteiro das tuas
portas para dentro...".
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Êxodo 20, 8-II
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"Se desviares o teu pé de profanar o sábado e de cuidar
dos teus afazeres no meu santo dia; se chamares ao
sábado deleitoso e santo dia consagrado a glorificação
do Senhor, e o honrares pela abstinência de tuas
ocupações, desejo e palavras vãs, - então encontrarás
tua felicidade no Senhor. Elevar-te-ei sobre os altos
da terra e sustentar-te-ei com a herança de Jacob,
teu patriarca".
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Isaías 59, 13_14
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10. -
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Em que se distingue esta noite das demais?
Por que todas as noites comemos ora Pão ora Matsá;
esta noite, somente Matsá?
Por que todas as noites comemos toda espécie de
verduras; esta noite, somente raízes amargas?
Por que todas as noites não molhamos alimentos
nenhuma vez; esta noite, duas vezes?
Por que todas as noites comemos ora sentados
ora reclinados; esta noite todos reclinados?
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Hagadá de Péssach
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11. -
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"Eu creio com fé perfeita que o Criador é
Uno e não há unicidade semelhante, de modo
algum; que só Ele é nosso Deus, que Ele o
foi e o será"
"Eu creio com fé perfeita que o Criador não
é corpo, nem cabe atribuir-lhe nenhuma forma
corpórea e nenhuma imagem pode representá-lo"
"Eu creio com fé perfeita que somente ao
Criador devemos rezar, e que a ninguém mais
devemos dirigir nossas preces".
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Segundo, terceiro e quinto dos
"13 artigos da fé" de MAIMÔNIDES
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12. -
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"O Estado de Israel será baseado nos preceitos
de liberdade, justiça e paz ensinados pelos
profetas hebreus; sustentará a plena igualdade
política e social de todos os seus cidadãos,
sem distinção de raça, credo ou sexo; garantirá
plena liberdade de consciência, religião,
educação e cultura; salvaguardará a santidade
e inviolabilidade dos escrínios e lugares
santos de todas as religiões; e se cingirá aos
princípios da Carta da ONU".
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Do "Diário Oficial" No 1
do Governo de Israel
em 14-5-1948
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