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Assim como a História de Israel é sem par em
confronto com a História de todos os outros povos, assim também é sui
generis a contribuição da sua atividade literária. O povo judaico é o
único que possui uma literatura ininterrupta, há mais de três mil anos
pelo menos.
Os povos antigos contribuiram uns mais,
outros menos, à cultura humana durante certos períodos. Depois disso,
ou cessaram de existir, ou perderam o seu gênio literário. Os povos
relativamente modernos, tarde começaram a sua carreira literária na
História Universal, e embora tenham o direito de se orgulhar de uma
longa série de trabalhos, a sua contribuição é relativamente nova e
moderna.
O povo judaico teve o privilégio de acompanhar
a carreira de todos os povos, quer antigos quer modernos. O judaísmo
colaborou com os povos da antiguidade, acolhendo tudo que de melhor
eles puderam oferecer e quando estes se retiraram da arena da História
Universal, uniu-se às novas nações no trabalho da formação do pensamento
humano.
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É quase impossível apontar, com segurança,
a etapa inicial na evolução da literatura judaica. Há opiniões, baseadas
em fontes seguras, que a mais antiga cultura semítica, base da doutrina
hebraica, serviu de alicerce à civilização antiga, cujos vestígios foram
descobertos nos tempos modernos.
E não se pode dizer que a contribuição da
literatura judaica está por terminar. Pelo contrário: temos muitas
provas de que a erudição judaica principia uma vida nova. Com a
renovação da consciência judaica, começou e torna-se cada vez maior
o renascimento da sua sabedoria. Como a ave mitológica, o Fênix,
surgem o povo de Israel e a literatura judaica das cinzas antigas,
encetando uma nova vida rejuvenescida. E não é improvável que graças
ao novo contro de cultura na sua novo-antiga Pátria, o antigo Israel
marche à frente, novas verdades venham a ser reveladas aos habitantes
da terra, e mais uma vez o "conhecimento virá de Sion e a palavra de
Deus de Jerusalém".
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