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Com o surgimento do império persa, começa a
decadência dos mais antigos países cultos, que durante três mil anos
mantiveram a chefia do mundo antigo. As línguas e sistemas de escrever da
Babilônia e Egito estão sendo expulsos do uso e, nos primórdios da era
romana, desaparecem completamente. Na era persa, é o aramaico que se torna
a língua dominanate, e na era heleno-romana - o grego. Com os caracteres
cuneiformes também desaparecem as tábuas de barro e o seu lugar ocupa o
pergaminho, sobretudo o papiro. Também se tornam mais raros os textos
em monumentos de pedra. Na verdade a arte de escrever está sendo agora
mais difundida, mas por isso mesmo, menos conservada para as gerações
vindouras, pelo fato de não ter o novo material gráfico demostrado
suficiente capacidade de resistência contra os estragos do clima e
do tempo. Exceção, neste particular, abre o Egito, onde os textos
de papiro, em virtude do clima seco, foram preservados por espaço
de milhares de anos.
A partir da época da diáspora babilônica,
quando se inicia a disseminação dos judeus pelo mundo inteiro, nem sempre
podemos distinguir entre materiais arqueológicos israelitas ou não
israelitas.
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Incluimos portanto neste relatório - desde
que não se trate de tão importantes achados arqueológicos como os Papiros
Elefantinos, Documentos Morashu e as Catacumbas Romanas - uma série de
textos e monumentos judaicos. A maior parte destes materiais forneceu-nos
o Egito, onde foi descoberta uma quantidade relativamente considerável de
textos em papiro, os quais se referem aos judeus. Constam, na maioria das
vezes, de documentos comerciais, acordos jurídicos, atas de processos,
recibos de impostos, testamentos, etc... Esses documentos dão-nos assim
certa idéia sobre as condições econômicas dos filhos de Israel no Egito,
sua situação jurídica e suas relações com a população gentia. Além do
mais, fornecem-nos os mencionados materiais uma série de informações
preciosas sobre a expansão das comunidades judaicas no país.
Os documentos arqueológicos mais antigos,
antes da era grega, os quais dizem respeito aos judeus, datam dos meados
do século três A.C. Cumpre lembrar que do século dois antes da era cristã
ficou conservado um texto em papiro - contas comerciais de um negociante
judeu - escrito em aramaico. Num papiro do tempo do imperador Troiano
(113-114 A.C.) estão anotadas umas contas municipais de abastecimento
de água, entre as quais se acha a de uma Casa de Estudos, que pagava
mensalmente uma soma exorbitante (128 dracmas). Presume-se que a dita
casa de estudos estivesse ligada a um tanque de abluções (micva).
Descobriram-se documentos arqueológicos em Leontópolis, onde ficava
outrora o Templo de Honio. Documento histórico de alto valor constitui
a carta do imperador Cláudio do ano 41 (três anos após o famigerado
massacre contra a população judaica de Alexandria). Nessa carta concita
o imperador as duas partes, judeus e gregos, a porem fim aos conflitos.
Aos gregos dirige-se o imperador, exigindo que respeitem os direitos
dos judeus e de não lhes impedirem o cumprimento de seus usos religiosos;
aos judeus adverte Cláudio que não se intrometam nos jogos ginásticos
dos gregos, que não reclamem novas prerrogativas e que não tragam para
a Alexandria correligionários de outras regiões, do Egito ou de Israel.
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